Ser franciscano é ser consciente,

 corajoso e atuante diante dos problemas relativos 

aos Direitos Humanos, à Justiça,`a Paz e à Ecologia

enquanto parte integrante da Criação.

(Opitz, A.C. E o COODHJUPE? Boletim Regional Sul 3, set/2002)

           

 

O COODHJUPE está previsto nos artigos 13 a 19 da Regra da OFS e nos artigos  10, 12, 14, 15, 17 a 20 e 22 a 24 das Constituições Gerais. Será que nós do Rio Grande do Sul estamos colocando em prática o que nos ensina os documentos? Atitudes de cidadania, consciência, bom senso, cristianismo e caridade podem refletir a nossa inserção neste serviço da OFS e da FFB. Todo(a) franciscano(a) deve estar inserido nele, mesmo que de maneira não declarada; se não, franciscano(a) (de carisma mesmo!) não é.

Segundo as Diretrizes de Formação da OFS (2002), temos que:

  • estar sempre integrados a questões relacionadas aos Direitos Humanos, à Justiça, à Paz e à Integridade da Criação;
  • desenvolver temas específicos que contribuam para a transformação pessoal e comunitária das situações existentes ao nosso redor, no país e no mundo, fazendo entender que é preciso envolvimento nessas situações, não só conhecimento delas;
  • conhecer os direitos humanos individuais e coletivos, de modo que a exemplo de Francisco possamos promover a vida dos excluídos e marginalizados da sociedade;
  • dar conhecimento aos membros da Fraternidade, do conteúdo da legislação básica do nosso País, do nosso Estado e daquelas relativas à dignidade humana (DUDH, ECA, etc.);
  • testemunhar a sua fé em ações concretas e coerentes no âmbito da justiça;
  • estimular os(as) nossos(as) irmãos(ãs) a terem uma tríplice atitude e atividade: uma visão de mundo na perspectiva franciscana, com uma compaixão real e efetiva com os pobres, uma ação em favor da justiça na paz e a favor da paz na justiça;
  • socorrer a Irmã Natureza, que é um serviço de referência especial para a fraternidade secular e de proveito a todos os homens para a glória de Deus Criador.

 

Para tanto, as Fraternidades Locais tem que indicar um Coordenador destas atividades de COODHJUPE, alguém que se responsabilize por:

  • manter-se atualizado com todos os fatos relevantes do nosso País ou região, para que possa, de maneira adequada a nossa formação e carisma, motivar os(as) irmãos(ãs) a contribuir com a promoção dos direitos humanos, justiça, paz e integridade da criação;
  • indicar e difundir os meios necessários aos desenvolvimento dos trabalhos do serviço, no seu âmbito de atuação;
  • participar dos Encontros de Área e de outros Encontros em todos os níveis, contribuindo com todos os envolvidos para o desenvolvimento dos trabalhos;
  • representar a OFS no SINFRAJUPE, participando das Assembléias, trabalhando a dimensão secular;
  • informar a fraternidade sobre trabalhos desenvolvidos pelo CIOFS, pela FI, pelo SINFRAJUPE Nacional, pela Pastoral da Ecologia, etc. e aplicá-los, quando for o caso;
  • trocar experiências com os responsáveis dos respectivos níveis, além de elaborar relatórios sobre ações apostólicas;
  • ministrar cursos e encontros formadores e informadores à OFS e JUFRA.

 

Não é difícil responsabilizar alguém para o COODHJUPE, basta que alguém seja franciscano de fato e diga SIM a este chamado. Quanto às atitudes que podem ser tomadas antes mesmo de ter-se um responsável, elas variam bastante:

  • Coleta seletiva de lixo;
  • Economia de água e energia elétrica;
  • Manifestos, Encontros, Seminários, Palestras, Cursos sobre questões de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação;
  • Defesa do(a) irmão(ã) menor, marginalizado(a), excluído(a), violentado(a), etc.;
  • Proteção da Natureza e dos animais;
  • Passeios por áreas verdes;
  • Excursões ecológicas;
  • Educação ambiental em casa e na escola;
  • Participação em Encontros, Atos, Manifestações e Cursos em favor dos Direitos Humanos, da Justiça, da Paz e da Integridade da Criação;
  • Vivência e testemunho de vida e carisma franciscanos, através da oração, da contemplação e da ação apostólica;
  • Engajamento na Campanha da Fraternidade, que, nos últimos anos, tem tratado de questões sociais (terra, negro, índio, idoso, etc.)

 

Chamo a atenção às duas primeiras atitudes mencionadas acima, elas são VITAIS. Sabemos produzir lixo, temos que saber separá-lo para que não morramos de uma doença chamada “progresso”, além disso há pessoas que sobrevivem da reciclagem de lixo. Se separarmos corretamente o nosso lixo doméstico, estaremos contribuindo para:

  • Empregar famílias inteiras nos galpões de reciclagem;
  • Salvar espécies da morte;
  • Economizar dinheiro e matéria-prima;
  • Garantir mais longevidade à espécie humana, aos nossos sucessores;
  • Melhorar a nossa qualidade de vida.

Quanto à água, sabemos que ela é finita. O Sul do nosso País é abençoado na questão da água, mas é preciso pensar nos nossos irmãos lá do Nordeste, por exemplo. Temos que ter consciência e economizar água e energia elétrica, para não ter que racionar depois. Lembremos de que a água é um bem público, um direito humano fundamental. Ela é um direito do cidadão, dever do Estado e ação de saúde pública. A água não é somente uma herança de nossos predecessores, ela é sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

           

            Franciscanos(as), é hora de termos alguma atitude verdadeiramente cristã e de sairmos de casa em defesa da causa franciscana pelo menor.

            Bom trabalho e paz e bem!

Ana Cristina Opitz

COODHJUPE/RS – 2003.

Anúncios